Florestas, por que valem tanto em pé?

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As florestas fornecem tantos benefícios para nós, diretos ou indiretos, que especialistas as dividem em quatro tipos, denominados serviços ambientais ou ecossistêmicos.

 

 

 

 

Reguladores:

As florestas realizam processos imprescindíveis para a manutenção global que raramente recebem valor monetário, com a proteção dos rios, a regulação do clima e das chuvas e o armazenamento de carbono da atmosfera.

De provisão:

Açaí , Araçá-boi, Araçá-boi, Camu-camu, Cupuaçu, Graviola, Pupunha, Tucumã, festa do boi de manausFornecem bens diretos- frutos, óleos, madeira, fibras – que resultam em alimento, matéria-prima e fonte de renda para produtos e indústrias, como a farmacêutica, de construção, de commodities e de cosméticos.

 

De suporte:

Fornecem benefícios indiretos para as pessoas, como a formação dos solos e o crescimento das plantas, mas fundamentais para outros serviços, por promover o equilíbrio dos ecossistemas.

Culturais:

Representados no turismo, nos esportes e no lazer, bens imateriais – recreativos, estéticos e ate espirituais – são fornecidos pela floresta, em função de nossa ligação com elas. 

Pagar para preservar

Para que a floresta continue garantindo esses serviços, provendo a vida na Terra e não vire apenas madeira e carvão, especialistas defendem uma remuneração especial para quem cuida dela.

 

Tasso Azevedo, engenheiro floresta e conselheiro do Planeta Sustentável, expõe:

“A forma como a floresta é geria é que determina a extensão dos serviços ambientais e como eles serão transformados em benefícios sociais, econômicos e ambientais. Boa parte dos custos e do trabalho de manejar e preservar a mata recai sobre poucos indivíduos ou entidades, enquanto os benefícios que ela traz são públicos e amplos para a sociedade. Por isso, é importante que quem atue pró-ativamente para manter essas funções e benefícios seja remunerado. Um mecanismo de pagamento por serviços ambientais serve de incentivo e amplia os esforços de conservação e gestão sustentável das florestas.”

 

Matéria extraída e adaptada de: Revista Arquitetura e Construção, Outubro 2011, Editora Abril.

(Tasso Azevedo. www.planetasustentavel.com.br)

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