Mau hálito! Veja causas, tratamento e como prevenir

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É muito importante dizer que o mau hálito é um sintoma e não uma doença. Ele revela que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser identificado e tratado.

Cerca de 50 milhões de pessoas no Brasil têm mau hálito. A grande maioria das pessoas não sabe que sofre de halitose e esse problema pode isolar o seu portador do convívio social ou então fazer com que ele se retraia.

Vamos entender as possíveis causas e tratamentos e como prevenir a halitose

CAUSAS:

Existem mais de 60 causas para a Halitose, de acordo com os estudos mais recentes, as origens do mau hálito podem ser:

  • ORIGEM BUCAL (de 90 a 95 % dos casos)
  • ORIGEM EXTRA-BUCAL ( de 5 a 10 % dos casos)

Aproximadamente 90% dos casos têm origem bucal, especialmente as alterações na gengiva e no periodonto e a presença de saburra lingual. O stress excessivo pode ser um fator importante para que se desenvolva o mau hálito.

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Uma dos motivos mais comuns, que é uma causa indireta, é a diminuição da produção de saliva, ocasionada principalmente por remédios que a pessoa possa estar tomando e que diminuam a salivação como efeito colateral.

Essa diminuição da quantidade de saliva favorece a formação de uma placa bacteriana (camada esbranquiçada) na parte posterior da língua, chamada de saburra lingual e no interior das amídalas, em forma de uma pequena bolinha amarelada, chamadas cáseos amigdalianos. Elas são formadas por restos proteicos alimentares e salivares células que se descamam da mucosa bucal e bactérias. Estas bactérias se alimentam das proteínas presentes nestas células e restos proteicos e nesse processo ocorre a liberação de enxofre, em forma de compostos sulfurados voláteis (CSVs), que são os gases que causam um hálito alterado e desagradável.

Hoje, através de aparelhos de alta tecnologia, como o Halimeter, podemos medir a concentração destes compostos derivados do enxofre presentes na boca. Através destes aparelhos pode-se avaliar a intensidade do problema, permitindo também acompanhar a evolução do tratamento, o que é importante para o Paciente, pois ele poderá ver emmau hálito, causa do mau halito, bafo, boca de bosta, bafao, holitose, halito ruim, halito fresco, prevenção do mau halito, prevencao halitose, halímetro, amidala, amigdala, amigdalite, teste organoleptico números, como está o seu hálito (normal ou alterado).

O halímetro é um importante método auxiliar para confirmar o que foi analisado e diagnosticado em consulta. Entretanto, o uso de sofisticados aparelhos não pode substituir a checagem do hálito pelo olfato humano (chamado de teste organoléptico).

De acordo com a quinta Conferência Internacional de Odores da Respiração realizada em 2001 no Japão, o teste organoléptico é considerado o “padrão ouro” (gold standard) para testar e aferir a halitose nos pacientes e nas pesquisas feitas nesta área, ou seja, o teste organoléptico é considerado o método mais confiável e seguro para verificar se há alteração no odor do hálito.

Sempre que o profissional tiver dúvidas sobre como está o odor do hálito do Paciente, lançar mão do teste organoléptico para verificar se há alguma alteração.

É muito importante evidenciar que as patologias das vias aéreas superiores (sinusites, amigdalites, rinites, adenoides) podem gerar mau hálito principalmente por tornar o indivíduo um respirador bucal, o que irá gerar um ressecamento na mucosa bucal e, consequentemente, aumentar a descamação de células (pedacinhos microscópicos de pele), propiciando a formação de saburra lingual e do cáseos amigdalianos.

Os cáseos amigdalianos mencionados acima, pequenas bolinhas mal cheirosas que se formam no interior das amígdalas, semelhantes a uma bolinha de queijo, são a causa mais comum de halitose proveniente das vias aéreas superiores. Entretanto, a manifestação da halitose vinda dos cáseos é através do ar expirado pela boca, pois as amígdalas se localizam na orofaringe, entre a faringe e a boca.

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Existem muitas causas de halitose vindas de dentro do organismo, mas que correspondem a uma pequena parcela dos casos de halitose.

Um causa comum de halitose vinda de dentro do organismo são os longos intervalos em jejum que provocam a hipoglicemia (quem já fez regime para emagrecer sabe disso).

É normal ter halitose ao acordar. Isso se dá pelo jejum da noite associado à redução do fluxo salivar que acontece normalmente durante o sono. Após ingerir o café da manhã e escovar os dentes, esse hálito alterado deve desaparecer. Se não desaparecer, existe algum problema que deve ser investigado e tratado.

Bebidas alcoólicas e diversos alimentos (principalmente os com excesso de gordura e proteína animal, além do alho, cebola, frituras, alimentos que contenham enxofre, etc.) podem causar uma alteração no aroma bucal, especialmente em pessoas que já tiveram ou têm algum problema no fígado, pela dificuldade deste em metabolizar certas substâncias presentes nesses alimentos.

É importante mencionar que o estômago não provoca o mau hálito crônico, podendo, entretanto, provocar uma alteração breve e passageira no odor do hálito.

Um exemplo disso é quando a pessoa é portadora de um refluxo gastroesofágico ou ainda quando tem arrotos frequentes, mas em ambos os casos, o odor característico é ácido ou do odor do alimento que estiver no estômago, bem diferente do cheiro característico da halitose crônica, que tem odor de enxofre.

O intestino preso ou a diarreia podem, muito raramente, causar o mau hálito. Diabetes, disfunção renal grave, carência de vitamina C e outras doenças ou disfunções mais raras também podem causar alteração no odor bucal, mas a ocorrência destas doenças ou disfunções correspondem a uma porcentagem mínima dos casos, se compararmos com os casos de origem bucal.

TRATAMENTO DA HALITOSE:

É necessário buscar auxílio médico especializado, recomenda-se a consulta de avaliação apenas para quem tem dúvida se tem halitose.

Caso o indivíduo tenha certeza que tem mau hálito, ele deve buscar ajuda médica imediatamente, pois assim os resultados ocorrerão mais rapidamente, podendo ter ótimos resultados em poucos dias.

Para tratar a halitose é preciso olhar para o paciente como um todo, pois é comum existirem causas associadas. São feitos também alguns testes e avaliações como, por exemplo, a mensuração da concentração dos gases derivados do enxofre produzidos na boca (através do halímetro), verificação do fluxo salivar (sialometria), da pressão arterial e batimentos cardíacos, diagnóstico da presença de ronco e apneia e da xerostomia (sensação de boca seca) ou hiposalivação (baixa produção de saliva), entre outros.

Além disso, avaliam-se criteriosamente os aspectos psicológicos relacionados com o mau hálito, especialmente as alterações comportamentais decorrentes da halitose (ou da crença em ter o problema) que o paciente adquiriu.
A seguir é feito um exame bucal completo. Nesse exame será avaliada as condições dos dentes, gengiva, periodonto, tecidos moles (lábios, bochechas, etc.), língua, amígdalas e como está a higiene bucal do paciente.

Com esses dados reunidos chega-se a um diagnóstico da(s) causa(s) do mau hálito, e é instituído um plano de tratamento.
Através deste, o paciente saberá de onde vem seu problema, o que terá de ser feito para resolvê-lo.

COMO PREVENIR?

A halitose tem solução! Conheça 10 dicas para conquistar um hálito fresco e agradável:

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2.   Para portadores de doenças da gengiva (doença periodontal e gengivite) ou para quem usa aparelho ortodôntico ou próteses removíveis ou totais recomenda-se a utilização de escovas especiais e técnica de escovação especializada ensinada pelo cirurgião dentista ou por uma TSB (técnica em saúde bucal).

3.   Fazer a limpeza da língua delicadamente com uma técnica adequada, que deve ser selecionada de acordo com o seu grau de formação de saburra lingual.

4.   Fazer refeições regulares, a cada 4 horas, dando preferência a alimentos fibrosos, paramau hálito, causa do mau halito, bafo, boca de bosta, bafao, holitose, halito ruim, halito fresco, prevenção do mau halito, prevencao halitose, halímetro, amidala, amigdala, amigdalite, teste organoleptico estimular uma maior produção de saliva.

5.   Tomar no mínimo 2 litros de líquido diariamente, pois isso aumenta a produção de saliva e hidrata o organismo e a boca, prevenindo a formação de placa bacteriana.

6.   Não utilizar enxaguatórios bucais com álcool, que ressecam a boca e induzem a formação de placa bacteriana.

7.   Escolher enxaguatórios e produtos, que tenham comprovação científica sobre as principais causas da halitose.

8.   Controlar seu nível de estresse com alimentação saudável, exercícios físicos regulares e uma rotina de lazer e/ou relaxamento.

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10.   Evitar o consumo excessivo de alimentos que possam alterar o odor do hálito (alimentos odoríferos):mau hálito, causa do mau halito, bafo, boca de bosta, bafao, holitose, halito ruim, halito fresco, prevenção do mau halito, prevencao halitose, halímetro, amidala, amigdala, amigdalite, teste organoleptico

  • alimentos com alto teor de proteína e gordura animal (salame, mortadela, etc.);
  • alimentos com alto teor de enxofre (repolho, couve flor, etc., além de alho e cebola crus ou em excesso);
  • Evitar o consumo excessivo de café e de bebidas alcoólicas, especialmente se estiver estressado (a) ou ansioso(a).

Com as dicas acima, agora você já sabe como deve proceder para manter um hálito saudável e longe de qualquer constrangimento.

Não se esqueça de consultar sempre um especialista!

Fontes: (www.mauhalito.com.br) e (www.clinicahalitus.com.br)

 

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